Educasul 2011 - Programação do Seminário
24/10 (2ª feira)
10h00: Credenciamento
14h00: Solenidade de abertura
15h00: Mesa de abertura: O papel do Articulador Pedagógico como Agente de Mudanças no Cotidiano Escolar
Dra. Vera Lucia Trevisan de Souza (PUC/Campinas)
Dra. Vera Maria Nigro de Souza Placco (PUC/SP)
18h00: Encerramento
25/10 (3ª feira)
08h00 às 12h00: Mesas Temáticas (os participantes serão subdivididos em 06 subgrupos, de acordo com a cor do crachá)
Mesa Temática I: Identidade do Articulador Pedagógico: definições da profissão e atribuições
Esp. Anaiar Schuck (Instituto INCLUIR)
Dra. Dóris R. M. Furini (UFSC)
Dra. Lucena Dall'Alba (UFSC)
Dra. Olga C. Durand (UFSC)
Mesa Temática II: O Articulador Pedagógico e o Projeto Político Pedagógico
Ma. Jane Motta (SED/SC)
Dra. Jaqueline A. M. Zarbato (USJ e UFSC)
Dra. Rosa Elisabete M. W. Martins (UDESC)
Ma. Zulmara Luiza Gesser (UNIVALI e GERED Gde. Fpolis)
Mesa Temática III: O Articulador Pedagógico e a Formação Continuada na Escola
Dr. Juares da Silva Thiesen (UFSC)
Ma. Maria Aparecida H. Turnes (UNIVALI)
Ma. Nadir Peixer da Silva (UNIVALI e SED/SC)
Ma. Suzy Mary Miranda (UDESC)
14h00 às 18h00: Continuidade das Mesas Temáticas
26/10 (4ª feira)
08h00 às 12h00: Continuidade das Mesas Temáticas
14h00: Painel: A Identidade Profissional do Articulador Pedagógico: sínteses e desafios
Dra. Vera Lucia Trevisan de Souza (PUC/Campinas)
Dra. Vera Maria Nigro de Souza Placco (PUC/SP)
15h30: Palestra: Liderança e Empreendedorismo nas escolas
Me. Leo Fraiman
17h00: Solenidade de Encerramento
18h00: Encerramento
FONTE: SITE SED.
sábado, 22 de outubro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
INDEPENDÊNCIA OU MORTE?
No dia 07 de setembro o Brasil estará comemorando 189 anos de “liberdade no horizonte” da “Pátria mãe gentil”, conforme relata as ordens indiretas do nosso hino da independência musicado pelo imperador Dom Pedro I, mas há quem questione essa autoria. Como neste país “nada se cria, tudo se copia”, por que não plagiar um hino? O país que já começou com um jeitinho aqui outro acolá, só podia dar no que deu: o país da corrupção.
Na história deste país sempre “houve mão mais poderosa” que zombou de nós, roubou o ouro e toda riqueza desta nação, mas há quem continue fazendo esta arte, a mais de 500 anos e como dizem os adolescentes: “Não dá nada”.
Mas é “Brava gente” o brasileiro que ainda é servil, serve pra trabalhar, serve pra fazer a Ordem e o Progresso, conforme pregava o Positivismo, ô povo positivista e conformista.
Nosso feriado terá desfile cívico, como se todos os brasileiros fossem patriotas! Mas nem na escola estamos conseguindo fazer civismo. Ainda hoje encontrei num site governamental a seguinte frase: “A independência é construída a cada dia como nosso compromisso por uma educação melhor”. Fico admirada de encontrar frases tão bem elaboradas, mas que na prática nada é feito para melhorar a educação pública deste país, a começar pela falta de respeito com os profissionais da educação. Enquanto uns escrevem e fazem leis tão bonitas, outros fazem de tudo pra que as mesmas não sejam compridas, como a lei do piso, por exemplo.
O que temos para comemorar nesta data? Somos independentes de que ou de quem? Todos os brasileiros têm emprego, casa própria, saneamento básico, saúde e educação? E os problemas ambientais estão resolvidos? Somos “Gigantes pela própria natureza”! Num país que precisa fazer Reserva Legal, porque estão desmatando tudo! Quem tem que dar conta disto são os latifundiários e não os pequenos produtores rurais, que alimentam o país de norte a sul. E quem levou o nosso pau-brasil? Não vai pagar?
No hino nacional, encontramos outras pérolas da época, assim como “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas”, mas sabemos que Dom Pedro nem passou perto daquele rio e que estava com dor de barriga naquele momento da história, retratada em tela por artista que copiou um quadro da batalha de Napoleão, ôpa outro plágio! Nossa história é inventada e criada por contos imaginários!!!
Enquanto o povo trabalhador rala pra sustentar sua família, tem um grupo de pessoas que está: “Deitado em berço esplêndido”. Não temos mais reinado, mas tem muita gente que pensa que é rei, ou tem o “rei na barriga”, não sei.
Não quero fazer apologia contra nossos hinos, que são necessários e tão poéticos, mesmo em forma de orações inversas, mostram a riqueza do país e os valores das pessoas e suas qualidades morais. Mas não podemos viver de “paz no futuro e glória no passado”, porque a verdadeira história tem que ser repassada na escola, para que não tenhamos pessoas medíocres que acreditam em tudo e que acham que as coisas são pré-estabelecidas e não podem ser modificadas.
Nossos jovens são apáticos e indiferentes aos problemas sociais. Nossos idosos não são respeitados como deveriam, os políticos preferem investir em campo de futebol, do que em educação e esporte. Os educadores não são valorizados pela sociedade e a escola passou a ser um local de passagem e não de estudo.
Cada vez que chegam as datas comemorativas: dia da pátria, dia da bandeira, dia da república, vai me dando um coceirinha danada e tenho que escrever, pelo menos pra repassar um pouco a minha indignação! Estas datas servem para refletir e não apenas para comemorar ou fazer feriado.
Gostaria como educadora que “nenhum filho fuja da luta” que todos saibam fazer a verdadeira cidadania, porque ser cidadão e patriota é muito difícil nestes tempos, onde todos querem levar vantagem em tudo, onde a ética fica em segundo plano, desejo ainda “que a justiça seja uma clava forte” para todos e não para alguns privilegiados.
Se todos os brasileiros soubessem o verdadeiro significado dos seus símbolos e que servissem de inspiração todos os dias, com certeza, “O Brasil por seus filhos amado, poderoso e feliz há de ser” um dia!
Rosilda Mara Rodrigues Moroso (Sissa) ATP- Criciúma
sexta-feira, 15 de julho de 2011
DEPUTADOS VOTAM CONTRA OS PROFESSORES
Professora Rosilda Mara Rodrigues Moroso (Sissa)
É com grande pesar que escrevo novamente sobre o assunto greve. Estamos de luto mais uma vez. Os deputados votaram contra os professores e a favor do PLC 0026/6/2011 do governo.
São milhares de professores que voltarão para a sala de aula com a autoestima embaixo do pé, sem aumento e ainda com perda no Plano de Carreira, mas a categoria mostrou organização e voltará um dia, mais poderosa!
Ficamos indignados, com o resultado da votação, imaginando como que uma assembléia de 40 pessoas, derrubou uma assembléia de milhares de educadores catarinenses.
Será que eles esqueceram que somos eleitores também? Que temos famílias que votam também? E que no ano que vem vai ter eleições municipais? Muita gente pode esquecer os fatos negativos da política, mas os professores não vão esquecer os nomes dos 31 deputados. Alguns não votaram nem contra nem a favor, estes são os piores, que são covardes e fugiram para ficar em cima do muro e de bem com todos.
Quero fazer uma referência das da história política de outros tempos. Quero falar de Atenas como um bom exemplo de experiência política no início, antes da corrupção, pois depois que conheceram o poder, quem era contra eles e os questionavam, tinham que beber cicuta, veneno este que o filósofo Sócrates teve que experimentar “porque corrompia a juventude”... e Sócrates era um tipo de professor, cinco séculos antes de Cristo!
Quero lembrar ainda do período feudal, onde os nobres faziam assembléias e decidiam o destino dos servos, de maneira incontestável às ações do soberano. Era um tipo de Sistema Capitalista, “muito selvagem”, que favorecia somente a burguesia.
Quero falar da Revolução Francesa, onde o conjunto de acontecimentos mudou o quadro político e social daquele país e a principal causa era contra os privilégios da nobreza e do clero. Esta revolução proclamou os princípios universais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, para sempre!
A situação política em favor ou contra o povo depende muito de quem está no comando.
No Brasil, especialmente em Santa Catarina, a política em vez de melhorar piora. Estão querendo que volte a Ditadura, onde as leis são feitas e aprovadas em favor de uma minoria: Elite governamental e não de uma maioria: Uma categoria, por exemplo.
Entra político e sai político, fica cada vez pior a situação educacional. Tivemos uma década de garantias, como a nova constituição, a nova LDB, o ECA, etc...Mas neste novo milênio, só andamos para trás e perdemos tudo aquilo que conquistamos.
Como podemos trabalhar melhor, para elevar mais ainda o IDEB do Estado se estamos com baixos salários e nossos direitos não são respeitados nem garantidos?
Como poderemos fazer uma educação pública de qualidade, se o Estado não garante os recursos necessários para que isto aconteça? E prejudica ainda mais os Recursos Humanos?
Se a sociedade catarinense, nem os deputados entenderam nossas manifestações é uma pena, só nos resta formar cidadãos mais conscientes nas escolas, para que eles no futuro possam evitar este tipo de situação e busquem melhores soluções para os problemas da educação.
Precisamos formar políticos mais humanos e preocupados com as questões educacionais.
Agora os professores vão mostrar seu poder na sala de aula.
E por enquanto fica a indignação: "Até tu, Brutus?"
É com grande pesar que escrevo novamente sobre o assunto greve. Estamos de luto mais uma vez. Os deputados votaram contra os professores e a favor do PLC 0026/6/2011 do governo.
São milhares de professores que voltarão para a sala de aula com a autoestima embaixo do pé, sem aumento e ainda com perda no Plano de Carreira, mas a categoria mostrou organização e voltará um dia, mais poderosa!
Ficamos indignados, com o resultado da votação, imaginando como que uma assembléia de 40 pessoas, derrubou uma assembléia de milhares de educadores catarinenses.
Será que eles esqueceram que somos eleitores também? Que temos famílias que votam também? E que no ano que vem vai ter eleições municipais? Muita gente pode esquecer os fatos negativos da política, mas os professores não vão esquecer os nomes dos 31 deputados. Alguns não votaram nem contra nem a favor, estes são os piores, que são covardes e fugiram para ficar em cima do muro e de bem com todos.
Quero fazer uma referência das da história política de outros tempos. Quero falar de Atenas como um bom exemplo de experiência política no início, antes da corrupção, pois depois que conheceram o poder, quem era contra eles e os questionavam, tinham que beber cicuta, veneno este que o filósofo Sócrates teve que experimentar “porque corrompia a juventude”... e Sócrates era um tipo de professor, cinco séculos antes de Cristo!
Quero lembrar ainda do período feudal, onde os nobres faziam assembléias e decidiam o destino dos servos, de maneira incontestável às ações do soberano. Era um tipo de Sistema Capitalista, “muito selvagem”, que favorecia somente a burguesia.
Quero falar da Revolução Francesa, onde o conjunto de acontecimentos mudou o quadro político e social daquele país e a principal causa era contra os privilégios da nobreza e do clero. Esta revolução proclamou os princípios universais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, para sempre!
A situação política em favor ou contra o povo depende muito de quem está no comando.
No Brasil, especialmente em Santa Catarina, a política em vez de melhorar piora. Estão querendo que volte a Ditadura, onde as leis são feitas e aprovadas em favor de uma minoria: Elite governamental e não de uma maioria: Uma categoria, por exemplo.
Entra político e sai político, fica cada vez pior a situação educacional. Tivemos uma década de garantias, como a nova constituição, a nova LDB, o ECA, etc...Mas neste novo milênio, só andamos para trás e perdemos tudo aquilo que conquistamos.
Como podemos trabalhar melhor, para elevar mais ainda o IDEB do Estado se estamos com baixos salários e nossos direitos não são respeitados nem garantidos?
Como poderemos fazer uma educação pública de qualidade, se o Estado não garante os recursos necessários para que isto aconteça? E prejudica ainda mais os Recursos Humanos?
Se a sociedade catarinense, nem os deputados entenderam nossas manifestações é uma pena, só nos resta formar cidadãos mais conscientes nas escolas, para que eles no futuro possam evitar este tipo de situação e busquem melhores soluções para os problemas da educação.
Precisamos formar políticos mais humanos e preocupados com as questões educacionais.
Agora os professores vão mostrar seu poder na sala de aula.
E por enquanto fica a indignação: "Até tu, Brutus?"
sábado, 9 de julho de 2011
AS AULAS SERÃO RETOMADAS NA SEGUNDA?
“Governo garante que as aulas em todas as escolas serão retomadas a partir de segunda-feira”, esta foi a manchete apresentada no RBS Notícias na sexta-feira, 08/07. No mesmo jornal, o Secretário de Educação, Marcos Tebaldi, afirmou que “ A idéia é que a partir de segunda-feira, a gente traga todos os alunos pra dentro da sala de aula e que dê aula. Se faltar um professor, a gente vai substituir e que de agora até o final do ano, a escola não faça outra coisa a não ser dar aula.... Não vai ter hora atividade, não vai ter prática esportiva...”
Mais uma vez, o governo dá mostras visíveis de sua total falta de capacidade para articular, negociar e propor soluções. Desde que a greve começou, o governo tem apresentado à mídia, fatos que não estão de acordo com a verdadeira realidade. Esse é mais um. Pergunto a vocês: se já havia falta de professor para atuar em sala de aula, antes de a greve começar, onde este governo conseguirá professor habilitado e em número suficiente para suprir a ausência daqueles que estão lutando por seus direitos? Como o governo conseguirá manter sua credibilidade perante a opinião pública, quando, na segunda-feira, os pais constatarem que seus filhos continuarão sem aulas, mesmo que o governo tenha afirmado que as aulas seriam retomadas? Será que o Secretário da Educação, que é médico sanitarista, sabe o que é HORA ATIVIDADE? Acredito que não, pois se soubesse, jamais teria afirmado que “ não vai ter hora atividade”. Pergunto ainda, será que ele sabe o que é um currículo? O que são ações pedagógicas diversificadas? Será que a prática desportiva deixou de fazer parte do currículo e ninguém nos avisou? Tudo aquilo que aprendemos durante nossa formação e nos cursos de formação continuada, que a aprendizagem pode ocorrer em diferentes espaços e não necessariamente em sala de aula, também não vale mais?
E eu, como trabalhadora do magistério e cidadã catarinense me pergunto: O QUE SERÁ DA EDUCAÇÃO DO NOSSO ESTADO?
Silvia Aparecida da Silva de Souza
ATP- Criciúma.
Mais uma vez, o governo dá mostras visíveis de sua total falta de capacidade para articular, negociar e propor soluções. Desde que a greve começou, o governo tem apresentado à mídia, fatos que não estão de acordo com a verdadeira realidade. Esse é mais um. Pergunto a vocês: se já havia falta de professor para atuar em sala de aula, antes de a greve começar, onde este governo conseguirá professor habilitado e em número suficiente para suprir a ausência daqueles que estão lutando por seus direitos? Como o governo conseguirá manter sua credibilidade perante a opinião pública, quando, na segunda-feira, os pais constatarem que seus filhos continuarão sem aulas, mesmo que o governo tenha afirmado que as aulas seriam retomadas? Será que o Secretário da Educação, que é médico sanitarista, sabe o que é HORA ATIVIDADE? Acredito que não, pois se soubesse, jamais teria afirmado que “ não vai ter hora atividade”. Pergunto ainda, será que ele sabe o que é um currículo? O que são ações pedagógicas diversificadas? Será que a prática desportiva deixou de fazer parte do currículo e ninguém nos avisou? Tudo aquilo que aprendemos durante nossa formação e nos cursos de formação continuada, que a aprendizagem pode ocorrer em diferentes espaços e não necessariamente em sala de aula, também não vale mais?
E eu, como trabalhadora do magistério e cidadã catarinense me pergunto: O QUE SERÁ DA EDUCAÇÃO DO NOSSO ESTADO?
Silvia Aparecida da Silva de Souza
ATP- Criciúma.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
E A GREVE CONTINUA...
ATP Rosilda Moroso (Sissa)- E.E.B.Prof Pedro da Ré - Criciúma
Os professores da Rede Estadual de SC decidiram continuar a greve, porque ainda não conseguiram fazer com que o Governo cumpra a Lei do Piso. Qualquer cidadão comum deve cumprir a lei, pagar seus impostos e que não são poucos, mas o governo que é o Poder Executivo, não respeita o Poder Judiciário, nem o Legislativo. Como poderemos falar de cidadania aos alunos, se temos exemplos como estes, em o poder político é maior que os outros poderes. Parece-me que estamos de volta à ditadura militar! Falar de Democracia nem pensar. Tudo aquilo que aprendi na graduação sobre Filosofia e Sociologia e que transmiti aos meus alunos, caíram por terra?
Por outro lado, falando de cidadania nunca vimos na história deste Estado, tamanho exemplo. Os educadores acordaram! Nossa categoria que deve ser o exemplo para tantas outras, que passaram pelos bancos escolares, está se saindo melhor que encomenda, como deveria ser para todo sempre.
Parafraseando Moacir Pereira: “Esta greve é legítima, politizada, legalista, participativa, sensata, que conseguiu negociar a reivindicação das bases, em suas assembléias regionais e estaduais, me orgulha, porque além de lutar por direitos, denunciou o caos que está à escola pública catarinense, onde o professor não pode comer a merenda, onde faltam professores, onde não tem infraestrutura física, necessária para uma educação de qualidade”.
Esta greve acordou muita gente, principalmente a imprensa que vem dando cobertura aos eventos dos educadores, que tem divulgado blogs onde todos possam “chorar as mágoas”, posso dizer que quem não estava ligado na tecnologia da Internet, agora está. Todos querem receber e mandar e-mail, todos querem ver os vídeos produzidos e postados, alguns querem fazer paródias de músicas, outros slides, outros registram por meio de máquinas digitais e colocam nas redes sociais. No mundo da informação, todos ficam sabendo em poucos segundos o que está acontecendo no mundo e em todos os lugares.
Esta greve tem mais lado positivo que negativo. Podemos encontrar agora uma categoria com autoestima, mesmo com salários descontados ilegalmente, pois o governo deve muito mais do que tirou. E agora tem que devolver, conforme determinação da justiça, que feio!
Temos agora uma categoria que não tem idade, não tem tempo de serviço e não tem situação funcional, todos são funcionários públicos a serviço da educação estadual. Somos todos educadores sujeitos de direitos. Não adianta nenhum político em campanha dizer que a educação é prioridade, está gravado isto. E ficará na memória, a organização desta categoria. São milhares de servidores lutando por justiça e por reconhecimento de toda uma sociedade.
Não vamos esmorecer, tivemos uma ditadura de 21 anos, muitos morreram por causa deste tempo tenebroso e aprendemos muito com isto. Estamos sem aula há mais de um mês, com certeza quando voltarmos para as escolas será de cabeça erguida, com melhores salários e com mais ânimo para o trabalho pedagógico e isto está nas mãos e na decisão de poucos, como sempre! É greve, é greve, até que o governo pague tudo que nos deve!!!
Os professores da Rede Estadual de SC decidiram continuar a greve, porque ainda não conseguiram fazer com que o Governo cumpra a Lei do Piso. Qualquer cidadão comum deve cumprir a lei, pagar seus impostos e que não são poucos, mas o governo que é o Poder Executivo, não respeita o Poder Judiciário, nem o Legislativo. Como poderemos falar de cidadania aos alunos, se temos exemplos como estes, em o poder político é maior que os outros poderes. Parece-me que estamos de volta à ditadura militar! Falar de Democracia nem pensar. Tudo aquilo que aprendi na graduação sobre Filosofia e Sociologia e que transmiti aos meus alunos, caíram por terra?
Por outro lado, falando de cidadania nunca vimos na história deste Estado, tamanho exemplo. Os educadores acordaram! Nossa categoria que deve ser o exemplo para tantas outras, que passaram pelos bancos escolares, está se saindo melhor que encomenda, como deveria ser para todo sempre.
Parafraseando Moacir Pereira: “Esta greve é legítima, politizada, legalista, participativa, sensata, que conseguiu negociar a reivindicação das bases, em suas assembléias regionais e estaduais, me orgulha, porque além de lutar por direitos, denunciou o caos que está à escola pública catarinense, onde o professor não pode comer a merenda, onde faltam professores, onde não tem infraestrutura física, necessária para uma educação de qualidade”.
Esta greve acordou muita gente, principalmente a imprensa que vem dando cobertura aos eventos dos educadores, que tem divulgado blogs onde todos possam “chorar as mágoas”, posso dizer que quem não estava ligado na tecnologia da Internet, agora está. Todos querem receber e mandar e-mail, todos querem ver os vídeos produzidos e postados, alguns querem fazer paródias de músicas, outros slides, outros registram por meio de máquinas digitais e colocam nas redes sociais. No mundo da informação, todos ficam sabendo em poucos segundos o que está acontecendo no mundo e em todos os lugares.
Esta greve tem mais lado positivo que negativo. Podemos encontrar agora uma categoria com autoestima, mesmo com salários descontados ilegalmente, pois o governo deve muito mais do que tirou. E agora tem que devolver, conforme determinação da justiça, que feio!
Temos agora uma categoria que não tem idade, não tem tempo de serviço e não tem situação funcional, todos são funcionários públicos a serviço da educação estadual. Somos todos educadores sujeitos de direitos. Não adianta nenhum político em campanha dizer que a educação é prioridade, está gravado isto. E ficará na memória, a organização desta categoria. São milhares de servidores lutando por justiça e por reconhecimento de toda uma sociedade.
Não vamos esmorecer, tivemos uma ditadura de 21 anos, muitos morreram por causa deste tempo tenebroso e aprendemos muito com isto. Estamos sem aula há mais de um mês, com certeza quando voltarmos para as escolas será de cabeça erguida, com melhores salários e com mais ânimo para o trabalho pedagógico e isto está nas mãos e na decisão de poucos, como sempre! É greve, é greve, até que o governo pague tudo que nos deve!!!
domingo, 29 de maio de 2011
E A GREVE CONTINUA...
Firme e forte....
Seguem endereços sobre a mobilização em todo o estado.
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/2011/05/26/sinte-adesao-subiu-para-92/?topo=67,2,18,,,67#comments
http://professores-sc.blogspot.com/
http://educacaoemgreve.wordpress.com/
http://www.sinte-sc.org.br/?FamilyID=Principal
Seguem endereços sobre a mobilização em todo o estado.
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/2011/05/26/sinte-adesao-subiu-para-92/?topo=67,2,18,,,67#comments
http://professores-sc.blogspot.com/
http://educacaoemgreve.wordpress.com/
http://www.sinte-sc.org.br/?FamilyID=Principal
O GOVERNO OMITIU-SE SOBRE O PISO
A coordenadora do Sinte,professor Alvete Bedin, garante que o movimento permanece forte e mais vivo no interior do Estado. Inúmeras iniciativas marcam de forma criativa esta greve. São atos públicos, carreatas, passeatas, manifestações a favor da greve. Também declara-se surpresa com uma constatação inédita: a do apoio dos pais, a solidariedade da comunidade e a inexistência de críticas da ação do magistério. Na segunda-feira, estará em Florianópolis a professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Sul, que ganhou projeção nacional no Programa do Faustão e se transformou no desabafo mais divulgado na Internet.
Fatos novos sobre desvio de recursos destinados à educação, manipulação de números do orçamento e a aplicação da lei federal, ganharam destaque durante toda a semana. Outra revelação agora diz respeito à questão financeira federal. O artigo 4º. da lei 11.738, de 16 de julho de 2008, dispõe que “a União deverá complementar” o piso salarial, “nos casos em que o ente federativo, a parir da consideração dos recursos constitucionalmente vinculados à educação, não tenha disponibilidade orçamentária para cumprir o valor fixado”. O parágrafo primeiro diz que “o ente federativo deverá justificar sua necessidade e incapacidade, enviando ao Ministério da Educação solicitação fundamentada, acompanhada de planilha de custo comprovando a necessidade da complementação..”. O Estado deveria adequar seu plano de carreira e remuneração do magistério até 31 de dezembro de 2009.
O problema é que não houve remessa pelo governo estadual de planilha de custos, nem adequação do plano de carreira e remuneração. A opção política foi questionar no Supremo Tribunal Federal a aplicação do piso salarial.
Decidido pela Suprema Corte que piso é vencimento básico, ao Estado não restou outra alternativa senão pagá-lo. O governo aplicou a lei apenas nos níveis inferiores. Os professores querem o cumprimento integral, que prevê o piso para toda a carreira do magistério.
FONTE: BLOG MOACIR PEREIRA - 29/05/2011
Fatos novos sobre desvio de recursos destinados à educação, manipulação de números do orçamento e a aplicação da lei federal, ganharam destaque durante toda a semana. Outra revelação agora diz respeito à questão financeira federal. O artigo 4º. da lei 11.738, de 16 de julho de 2008, dispõe que “a União deverá complementar” o piso salarial, “nos casos em que o ente federativo, a parir da consideração dos recursos constitucionalmente vinculados à educação, não tenha disponibilidade orçamentária para cumprir o valor fixado”. O parágrafo primeiro diz que “o ente federativo deverá justificar sua necessidade e incapacidade, enviando ao Ministério da Educação solicitação fundamentada, acompanhada de planilha de custo comprovando a necessidade da complementação..”. O Estado deveria adequar seu plano de carreira e remuneração do magistério até 31 de dezembro de 2009.
O problema é que não houve remessa pelo governo estadual de planilha de custos, nem adequação do plano de carreira e remuneração. A opção política foi questionar no Supremo Tribunal Federal a aplicação do piso salarial.
Decidido pela Suprema Corte que piso é vencimento básico, ao Estado não restou outra alternativa senão pagá-lo. O governo aplicou a lei apenas nos níveis inferiores. Os professores querem o cumprimento integral, que prevê o piso para toda a carreira do magistério.
FONTE: BLOG MOACIR PEREIRA - 29/05/2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
VAMOS ACEITAR DE BRAÇOS CRUZADOS?
Olá Pessoal, nossa luta está muito bonita, mas precisamos nos unir. Para aqueles que ainda continuam trabalhando, deem uma olhada na proposta do governo:
Professor sem formaçao: vencimento - 1187,00 + regência de 40% 474,80 + prêmio educar 200,00 = total 1861,00
- ATP com especialização e dois progressos horizontais: vencimento - 1338,44 + regência de 25% 334, 61 + prêmio educar 150,00 = total 1823,05
A hora é agora!! Ou lutamos ou aceitamos e paramos de reclamar!!!
Professor sem formaçao: vencimento - 1187,00 + regência de 40% 474,80 + prêmio educar 200,00 = total 1861,00
- ATP com especialização e dois progressos horizontais: vencimento - 1338,44 + regência de 25% 334, 61 + prêmio educar 150,00 = total 1823,05
A hora é agora!! Ou lutamos ou aceitamos e paramos de reclamar!!!
sábado, 14 de maio de 2011
A HORA É AGORA
Até Quando?
Gabriel O Pensador
Composição : Gabriel o Pensador; Itaal Shur; Tiago Mocotó
Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer
Até quando você vai ficar usando rédea
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea
Pobre, rico ou classe média?
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura
(Refrão)
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?
(Repete refrão)
Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Você tenta ser contente, não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante
É tudo flagrante
É tudo flagrante
(Refrão x2)
A polícia matou o estudante
Falou que era bandido, chamou de traficante
A justiça prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigário
(Refrão x2)
A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco:
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco
A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que pra você não ver que programado é você
Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá
Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar
Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar
Escola, esmola
Favela, cadeia
Sem terra, enterra
Sem renda, se renda. Não, não
(Refrão x2)
Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro
(Refrão)
PRECISO DIZER MAIS ALGUMA COISA? VAMOS À LUTA!!!!
Gabriel O Pensador
Composição : Gabriel o Pensador; Itaal Shur; Tiago Mocotó
Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer
Até quando você vai ficar usando rédea
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea
Pobre, rico ou classe média?
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura
(Refrão)
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?
(Repete refrão)
Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Você tenta ser contente, não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante
É tudo flagrante
É tudo flagrante
(Refrão x2)
A polícia matou o estudante
Falou que era bandido, chamou de traficante
A justiça prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigário
(Refrão x2)
A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco:
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco
A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que pra você não ver que programado é você
Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá
Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar
Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar
Escola, esmola
Favela, cadeia
Sem terra, enterra
Sem renda, se renda. Não, não
(Refrão x2)
Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro
(Refrão)
PRECISO DIZER MAIS ALGUMA COISA? VAMOS À LUTA!!!!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Encontro das Assistentes Técnico-Pedagógicos da 34ª SDR - Taió
Dia 30 de novembro, reuniram-se os Assistentes Técnico-Pedagógicos pertencentes a 34ª SDR de Taió. De forma coletiva, organizaram um documento com o objetivo de encaminhar à SED. Estão explicitadas neste documento, as angústias, dificuldades e reivindicações da categoria. Algumas partes do documento foram transcritas de outros documentos já postados por outros ATPs no blog www.atpssc.blogspot.com, visto que todos, praticamente, enfrentam os mesmos problemas e reivindicam os mesmos direitos.
Todos sabem que o ALUNO é a razão de ser de uma escola e todos os profissionais da educação devem trabalhar para que o aluno obtenha o sucesso escolar. Por isso é necessário que as atividades pedagógicas estejam muito bem planejadas, articuladas e coordenadas. Daí a importância do trabalho desenvolvido por todos os profissionais, inclusive o Assistente Técnico- Pedagógico.
Vimos, através deste documento, reivindicar aos responsáveis pelos destinos da educação do estado de Santa Catarina, o respeito e a valorização deste profissional por meio de ações e diretrizes mais claras, objetivas e eficazes entendendo que as atividades pedagógicas devem ser mais valorizadas e reconhecidas dentro do processo educacional.
Em 2010, a fim de conhecer quem são os ATPs que atuam na rede estadual de ensino, promovemos uma pesquisa pela qual obtemos os seguintes dados:
1. Quanto à graduação:
55% são formados em Pedagogia;
23,5% são formados em Letras;
21,5% são formados nas demais áreas do conhecimento;
97,7% já possuem Pós-Graduação e
95,5% já exerciam o magistério ao assumirem a função de ATP.
Um fato bastante conflitante com relação a este cargo, diz respeito às funções. A grande maioria dos ATPs chegou às escolas sem nenhum tipo de orientação de qual seria o seu papel dentro do ambiente escolar. Baseado na relação que continha as 20 funções, o ATP começou a desenvolver as atividades das quais ele achava que estariam relacionadas com o seu cargo. A partir daí começaram os problemas. Foi delegado ao ATP toda e qualquer função ( pedagógica ou não) visto entenderem que a atribuição número 20 permitia isso: executar outras atividades de acordo com as necessidades da escola.
De acordo com a conveniência de cada escola e cada diretor, passamos a executar tarefas absolutamente contrárias ao que entendemos como PEDAGÓGICA.
1. Atendimento constante de aulas de professores faltosos ( há escolas em que o ATP atende uma média de 30 aulas por mês). E leia-se aqui, simplesmente a “atendimento” porque não há tempo hábil de nossa parte para um planejamento diferenciado destas aulas.
2. Atendimento ao público em geral para encaminhamento ( pais, alunos, pessoas da comunidade, entregadores de merenda, nutricionista..... Antes de chegarmos à escola, essa função era executada por alunos bolsistas. Habitualmente somos ironicamente alcunhados de “ bolsistas pós-graduados”.
3. Instalação e manutenção de recursos audiovisuais (aparelho de som, TVs, aparelhos de DVDs, projetor multimídia.... E vem aí mais uma ironia, será que é por que temos como função “ a assistência técnica”?
4. Série Alimentação: se não havia tempo para o diretor dedicar-se ás questões pedagógicas por conta da burocracia da merenda escolar, o que dizer então do assistente pedagógico que foi desvirtuado para essa função? Em escolas com o projeto AMBIAL, por exemplo, há 5 cardápios distintos todos os dias a serem informados. O ATP começa na primeira aula visitando a cozinha para saber o cardápio do dia, na segunda, distribuição de fichas aos alunos, fiscaliza o recreio, na quarta e quinta aula informa no sistema o cardápio servido com todos os detalhes exigidos, grama por grama.
5. Registro diário e devidas providências de alunos sem uniforme e com chegadas tarde.
6. Atendimento aos professores no fornecimento de materiais diversos (papel, cartolina, livros, fotocópias...)
7. Organização e decoração da escola para os diversos eventos anuais (dia da mulher, dia das mães, páscoa, festa junina, dia do estudante, sete de setembro, dia do professor, dia da criança, natal, festival interno, jogos escolares, gincanas, ....)
8. Monitoramento do recreio juntamente com os professores.
9. Auxílio à Assistente de Educação na digitação de notas e no censo escolar.
10. Atendimento direto à biblioteca na limpeza, organização e entrega de livros a alunos e professores.
11. Informações do transporte escolar.
12. Elaboração de horário escolar.
Diante do exposto acima, entendemos que precisamos fazer o que compete à nossa função:
1. Participação efetiva em conselho de classe.
2. Organização e participação em reuniões pedagógicas e grupo de estudos.
3. Organização de formação continuada aos professores ( cursos do Salto para o Futuro e outros).
4. Alimentação do SISCORT.
5. Acompanhamento dos estudantes registrados no programa APOIA.
6. Organização e registro do PATRIMÔNIO ESCOLAR.
7. Atendimento de crianças com dificuldades de aprendizagem e chamada de pais.
8. Atendimento de crianças com problemas disciplinares e comportamentais e devido encaminhamento ao Conselho Tutelar.
9. Organização e encaminhamento de processos de segundo professor.
10. Entrega de Kits escolares.
11. Coordenação de projetos interdisciplinares e concursos desenvolvidos por iniciativa da escola e advindos da SED durante todo o ano letivo.
12. Visita às famílias negligentes quanto ao estudo dos filhos.
13. Auxilia na atualização do PPP, eleição de APP, Conselho Deliberativo e Grêmio Escolar.
14. Acompanha os professores em sala de aula e auxilia no planejamento.
Como se pode observar, o ATP além de realizar as funções que dizem respeito ao seu cargo, ou seja, funções PEDAGÓGICAS, acaba exercendo funções de outros segmentos da escola, como da Orientação Educacional, das Assistentes de Educação e da própria Direção da escola. Isso acontece porque a forma como a maioria das escolas está estruturada hoje, não possui membros do quadro de pessoal do magistério, técnico-administrativo e de serviços em número suficiente e permanentemente qualificados para atender a demanda escolar. Por isso o Assistente Técnico-Pedagógico, muitas vezes, é obrigado a deixar de atender o Pedagógico da escola, para auxiliar em outras atividades não pedagógicas e que se configuram como necessárias. Inclusive há muitos ATPs sem espaço físico para trabalhar (onde possam atender um aluno, os pais, fazer estudos e planejamento).
Pode-se dizer que o Assistente Técnico-Pedagógico é um verdadeiro guerreiro dentro das escolas, pois apesar das dificuldades encontradas no dia-a-dia, tem procurado conquistar o seu espaço, construindo, assim, sua identidade profissional. O ATP acredita na Educação e acredita na Escola Pública de qualidade, por isso não mede esforços para que o seu local de trabalho seja reconhecido como referência na educação.
Sabedores do empenho por parte dos dirigentes do Estado de Santa Catarina para melhorar a Qualidade na Educação, conhecendo o esforço dos mesmos para que esta qualidade de fato se concretize, nós, Assistentes Técnico-Pedagógicos pertencentes à Secretaria de Desenvolvimento Regional de Taió, vimos através deste documento, propor algumas soluções para nossos impasses:
- Considerando que atuamos em todas as áreas de ensino, com todo corpo discente e docente, inclusive substituindo professores na sua ausência;
- Consideramos que trabalhamos 20 ou 40 horas relógio, (como os professores de Ensino Fundamental – Anos iniciais e 2º professor) e não hora aula ( como professores de Ensino Fundamental- Séries Finais e Ensino Médio);
- Considerando que também precisamos adquirir material para estudo, inclusive de várias áreas;
- Considerando que por ser uma função relativamente nova, nem todos entenderam a sua importância e temos o pior salário do Magistério;
Assim reivindicamos:
1. Que toda escola tenha AE e ATP, criando-se mecanismos que supram a falta de um ou outro ( concursos frequentes, reserva técnica). Há muitas escolas sem AEs e ou sem ATPs, desvirtuando-se dessa forma a função de cada um e causando transtornos qualitativos no desenvolvimento do trabalho escolar.
2. Que a SED, a exemplo das unidades escolares, também faça um cronograma e planejamento no início do ano letivo de projetos e concursos que deseja realizar com a participação das escolas. Somos exigidos a participar de diversos programas e projetos lançados durante o ano com pouca antecedência, causando uma fragmentação ou descontextualização no trabalho efetivo do professor em sala de aula.
3. Que haja um novo estudo e reformulação de nossas atribuições.
4. Que, em caráter emergencial, a SED permita a admissão de bolsistas ou estagiários para tarefas burocráticas de atendimento geral.
5. 40% de Gratificação de Função Especial do Magistério;
6. R$ 200,00 de Prêmio Educar;
7. Capacitação específica para nossa área de atuação;
8. Orientação e cobrança aos diretores para atuarmos essencialmente na área pedagógica da unidade escolar;
9. Mesma remuneração recebida pelo AE quando exercendo esta função (inclusive durante qualquer espécie de licença do AE). Temos AEs de licença-gestação e o ATP que faz seu trabalho não recebe do AE.
Como profissionais efetivos e aptos a dar continuidade ao processo de aprendizagem, gostaríamos de ser mais valorizados em todos os sentidos.
sábado, 11 de dezembro de 2010
PLANEJANDO A SEMANA PEDAGÓGICA

Na última quarta-feira, 08/12, os Assistentes Técnico-Pedagógicos da 21ª Gered- Criciúma estiveram reunidos para planejar a Semana Pedagógica que acontecerá em fevereiro. Esta foi a primeira vez que os ATPs puderam discutir juntos como desenvolver a Semana Pedagógica. O encontro partiu da necessidade dos próprios ATPs. Na ocasião também discutiram sobre o preencimento do diário de classe para que todas as escolas possam orientar os professores da mesma forma.
Foram apresentadas muitas sugestões e as escolas puderam melhor se preparar para receber os professores no próximo ano.
Posteriormente estarei publicando as orientações que ficaram acordadas.
sábado, 16 de outubro de 2010
A EDUCAÇÃO NÃO É UMA ENCRENCA
No dia 15 de outubro, como todo ano, as escolas comemoraram o Dia do Professor. Este dia vai ser festivo, vai ter bolo, balão e muitos cartões para os queridos professores. Pode ser que tenha esta festa mesmo, mas pode ser que tenha somente “uma folga” e pode ser que não tenha nada e que este dia, passe em branco, como outro qualquer. Este profissional que forma todas as outras profissões, muitas vezes é esquecido na escola, na família e na sociedade.
Toda profissão técnica passa necessariamente pelas mãos dos professores, temos professores que formam outros professores, professores que formam os médicos, os engenheiros, o carteiro e até o gari que foi pra escola um dia. Temos muitos analfabetos e semi-alfabetizados também neste país, mas esta situação é de questão sócio-econômica ou política.
Com a democracia, as leis para a educação de qualidade surgiram e consequentemente a valorização dos profissionais da educação. Com a nova LDB, surgiram propostas de mudanças nos caminhos da escola pública, para auxiliar na educação das crianças e jovens. E os professores continuam fazendo a sua parte de educador//mediador/psicólogo às vezes, um pouco pai, um pouco mãe e tia/tio muito pouco, nos dias atuais.
Com o Ensino Fundamental de oito anos para nove anos, a escola ainda está no “andar da carruagem, ajeitando as melancias”, pelo menos nas escolas estaduais. Outro dia, ouvindo um programa de rádio, escutei um prefeito da região, dizendo que se tivesse que assumir os alunos da escola estadual, teria que pegar mais esta “encrenca” para prefeitura. Enquanto, políticos acharem que a “Educação é uma encrenca” teremos muitos problemas na sociedade.
Os professores devem fazer o seu trabalho pedagógico, independentemente de qual político ou partido estiver de ‘plantão’, pois a função do professor é de formar os cidadãos conscientes com conhecimento científico, para a sociedade que eles vão viver no futuro. A escola tem a função social de favorecer a construção de projetos de vida, sendo um espaço de participação, realização e criação, e não de fracasso ou exclusão.
Como disse Paulo Freire, “A educação não muda o mundo, a educação muda às pessoas. E as pessoas mudam o mundo”. Talvez seja por isto que alguns políticos acham que a educação é uma encrenca, pois se as pessoas forem mais instruídas, através da escola e de seus professores, teremos cidadãos que pensam e “educação com pensar” preocupa alguns. E não precisa de muita tecnologia, material didático ou “giz e cuspe”, basta termos professores comprometidos com a educação de qualidade, sabedores da sua capacidade de mudança na sociedade.
Rosilda Mara Rodrigues Moroso (Sissa) – Assistente Técnico- Pedagógico- Criciúma
Toda profissão técnica passa necessariamente pelas mãos dos professores, temos professores que formam outros professores, professores que formam os médicos, os engenheiros, o carteiro e até o gari que foi pra escola um dia. Temos muitos analfabetos e semi-alfabetizados também neste país, mas esta situação é de questão sócio-econômica ou política.
Com a democracia, as leis para a educação de qualidade surgiram e consequentemente a valorização dos profissionais da educação. Com a nova LDB, surgiram propostas de mudanças nos caminhos da escola pública, para auxiliar na educação das crianças e jovens. E os professores continuam fazendo a sua parte de educador//mediador/psicólogo às vezes, um pouco pai, um pouco mãe e tia/tio muito pouco, nos dias atuais.
Com o Ensino Fundamental de oito anos para nove anos, a escola ainda está no “andar da carruagem, ajeitando as melancias”, pelo menos nas escolas estaduais. Outro dia, ouvindo um programa de rádio, escutei um prefeito da região, dizendo que se tivesse que assumir os alunos da escola estadual, teria que pegar mais esta “encrenca” para prefeitura. Enquanto, políticos acharem que a “Educação é uma encrenca” teremos muitos problemas na sociedade.
Os professores devem fazer o seu trabalho pedagógico, independentemente de qual político ou partido estiver de ‘plantão’, pois a função do professor é de formar os cidadãos conscientes com conhecimento científico, para a sociedade que eles vão viver no futuro. A escola tem a função social de favorecer a construção de projetos de vida, sendo um espaço de participação, realização e criação, e não de fracasso ou exclusão.
Como disse Paulo Freire, “A educação não muda o mundo, a educação muda às pessoas. E as pessoas mudam o mundo”. Talvez seja por isto que alguns políticos acham que a educação é uma encrenca, pois se as pessoas forem mais instruídas, através da escola e de seus professores, teremos cidadãos que pensam e “educação com pensar” preocupa alguns. E não precisa de muita tecnologia, material didático ou “giz e cuspe”, basta termos professores comprometidos com a educação de qualidade, sabedores da sua capacidade de mudança na sociedade.
Rosilda Mara Rodrigues Moroso (Sissa) – Assistente Técnico- Pedagógico- Criciúma
sábado, 25 de setembro de 2010
ENCONTRO DAS ATPS DE TIMBÓ
Aconteceu no dia 31/08/2010 o primeiro encontro das ATPs da Regional de Timbó (35ª. GERED). O mesmo representa o esforço dos profissionais para discutir as funções desenvolvidas na escola, bem como construir propostas de trabalho que possam de fato melhorar a qualidade do processo ensino-aprendizagem.
A pauta desse encontro foi a apresentação do projeto entregue a Gered, reconhecimento da atuação dos ATPs (pontos positivos e negativos encontrados durante o exercício da profissão), discussão sobre as práticas existentes no que se refere ao conselho de classe (fazendo um contraponto com o que diz a legislação) e a discussão da proposta de estudos para o próximo encontro.
O saldo de acordo com o grupo foi positivo e por isso até o final do ano ainda acontecerão mais três encontros, que terão por objetivo principal estudar, se aperfeiçoar e conhecer melhor o objeto do nosso trabalho, que é a escola e o aluno.
A pauta desse encontro foi a apresentação do projeto entregue a Gered, reconhecimento da atuação dos ATPs (pontos positivos e negativos encontrados durante o exercício da profissão), discussão sobre as práticas existentes no que se refere ao conselho de classe (fazendo um contraponto com o que diz a legislação) e a discussão da proposta de estudos para o próximo encontro.
O saldo de acordo com o grupo foi positivo e por isso até o final do ano ainda acontecerão mais três encontros, que terão por objetivo principal estudar, se aperfeiçoar e conhecer melhor o objeto do nosso trabalho, que é a escola e o aluno.
Confira logo abaixo a tabulação dos pontos positivos e negativos.
( Material enviado por Ariana Mendes - Timbó)
PONTOS POSITIVOS
PONTOS NEGATIVOS
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR 022/10
Recebi este e-mail da colega Ieda, de Florianópolis e estou repassando. Divulguem para todos os ATPs!
Olá pessoal, acabei de descobrir que o projeto de lei complementar n° 022/10 que exclui o terrível item '20', calo no sapato dos Atps foi votado na ALESC na sessão do dia 20/07, aprovado e enviado ao Executivo dia 21/07 para sanção ou veto - prazo do Governador dia 11/08/10, com veto total do Governador! Agora ele voltou p/ os deputados votarem de novo e se aprovarem, aí sim estará aprovado e passa a valer! E o governador não tem mais nada com isso, portanto, por favor, temos que nos movimentar, cobrar a votação no dia 1 e 2 de setembro quando os deputados voltam a se reunir e com certeza terão muitos projetos p/ aprovar. Se não votarem agora, corre perigo ir p/ o esquecimento ou no máximo só será votado em outubro quando eles voltarão ao trabalho na assembleia. Vamos, pressionar! Ajudem! No site da Alesc, você pode encontrar o e-mail de todos os deputados!
Olá pessoal, acabei de descobrir que o projeto de lei complementar n° 022/10 que exclui o terrível item '20', calo no sapato dos Atps foi votado na ALESC na sessão do dia 20/07, aprovado e enviado ao Executivo dia 21/07 para sanção ou veto - prazo do Governador dia 11/08/10, com veto total do Governador! Agora ele voltou p/ os deputados votarem de novo e se aprovarem, aí sim estará aprovado e passa a valer! E o governador não tem mais nada com isso, portanto, por favor, temos que nos movimentar, cobrar a votação no dia 1 e 2 de setembro quando os deputados voltam a se reunir e com certeza terão muitos projetos p/ aprovar. Se não votarem agora, corre perigo ir p/ o esquecimento ou no máximo só será votado em outubro quando eles voltarão ao trabalho na assembleia. Vamos, pressionar! Ajudem! No site da Alesc, você pode encontrar o e-mail de todos os deputados!
terça-feira, 27 de julho de 2010
A trajetória de uma ATP na escola pública: a violação dos direitos da criança e do adolescente
Recentemente presenciei um fato triste que me causou revolta, angústia e tudo que puderem imaginar quando se trata de desrespeito ao ser humano, principalmente ao menor e adolescente, no espaço escolar. Não declino o nome da escola, posto que a prática me parece ser corrente em algumas escolas e mesmo porque o que tinha de ser feito naquele momento fiz. O registro da ocorrência está no livro das atividades diárias desta ATP. É o diário de bordo que tenho como prática, desde que comecei a trabalhar como Assistente Técnica Pedagógica.
Notifiquei a direção da escola, uma vez que quem cometera tal desatino, faz parte da direção, e deveria ter no mínimo o conhecimento de como proceder no espaço educativo, que nos é tão caro, que é a escola pública, que, em princípio acolhe a todos e a todas, mesmo que, ainda, seja por força da lei. Não há, em tese, a discriminação na escola pública, pois ali estudam tanto os que têm um melhor poder aquisitivo, e os que pouco têm.
E a nós professores, professoras, educadores e educadoras cabe fazer o melhor que pudermos para esses alunos e alunas que de certa forma já são sendo destituídos de poder ser, porque a exclusão já está posta, fora dos muros da escola, e de há muito, na nossa sociedade.
Então indo ao fato, o personagem dessa história real, é um menino já defasado na idade série, negro, pobre, e que já foi excluído de outra escola, “porque lá não se adaptou”, por apresentar problemas de “indisciplina”. Indisciplina, esta, que provavelmente seria considerada normal, se ele pertencesse à outra classe social, e se tivesse olhos azuis, por exemplo, e se a pele fosse branca, por exemplo, ou amarela. E olhem que temos lei para a discriminação racial.
Este foi constrangido, pelo fato de uma Assessora, chamá-lo para conversas com a polícia em espaço reservado, violando o Art. 18 do ECA – Estatuto do Menor e Adolescente. Art. 18. “É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor”. E olhem que o ECA já completou 20 anos de existência.
Conversas amigáveis com a polícia, e mesmo que esta não seja descortês, como não foi, servem para distanciar mais a comunidade da Instituição Policial que deve proteger e não ameaçar. A tática da Assessora revelou-se abusiva, pois o mesmo foi retirado do lanche para a dita conversa, e muitos alunos presenciaram o fato. O recado foi dado para a escola, o aluno sendo chamado para conversar com a polícia, naquele momento, ele representava, todos os que são “indisciplinados”, negros e pobres. Este aluno, e tantos outros parecidos, que freqüentam a escola pública, seguidas vezes estão pedindo socorro, para que os olhemos de forma diferente, com respeito. Acolher é a palavra chave e não constranger, como de fato aconteceu.
Educação é processo, não dá para atropelar as ações, mesmo que o corpo docente esteja a exigir respostas imediatas, isto é, punitivas. Querem “sanear” o ambiente a qualquer custo. Quero dizer que nesta minha iniciativa de ir contra a ação da Assessora fiquei sozinha, porque o corpo docente, não viu mal nenhum nisso. Eu, no entanto, estou tranqüila, fiz o que tinha de fazer naquele momento. Proteger o menor, e outros tantos, de ações que vão contra o direito dos mesmos. A minha escrita caminha neste sentido.
Também não visualizo prática punitiva para esta Assessora, já que estamos em um espaço de educação, temos que pensar na possibilidade de ela refletir, começar a se instrumentalizar para outra prática, ser menos ansiosa, em dar respostas imediatas, transgredindo a lei, tendo mais respeito com os alunos, com todos os alunos e alunas. Queremos um espaço de diálogo, de convivência pacífica e de crescimento humano.
É importante também, nesse contexto, ponderar, que os professores e professoras, e a gestão imediata na escola, não tem tido o tempo necessário para progredir nas discussões e aprendizado para uma prática condizente com o avanço do conhecimento nas diversas áreas. Muitos estão encalacrados em suas verdades, outros desanimados, outros ainda, mesmo qualificados e abertos a novas possibilidades, não constituem ainda um poder na escola, porque a liderança ainda é dos dinossauros.
Tomando por empréstimo as palavras de Miguel G. Arroyo (2004, p.101) “Os jovens e adultos, as crianças e adolescentes parecem nos propor não que os tratemos com misericórdia, mas os estudemos antes de julgá-los precipitadamente. Entender a história social, racial, de gênero e classe dos alunos é um campo legítimo de conhecimento de profissionais do conhecimento”.
Penso, desse modo, não ser mais possível, nesse tempo de conquistas de direitos, retroceder, ou continuar com práticas punitivas e de senso comum, avançar pelo conhecimento e para o conhecimento, é preciso. Precisamos qualificar a escola, minha gente.
Num outro momento quero escrever sobre uma das práticas também não menos violentas, que é a avaliação da aprendizagem.
Mestre em Educação- UFPR. /ATP
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Andamento do Projeto de Lei Cpmplementar 22/2010
Informações sobre a Tramitação da Proposição
Número PLC/0022.2/2010
20/07/2010
Coordenadoria de Expediente Votação da Redação Final
20/07/2010
Coordenadoria de Expediente Aprovada a Redação Final na 72ª Sessão Ordinária - Providencie-se
21/07/2010
Coordenadoria de Expediente Autógrafo expedido ao Governador do Estado para a Sanção, através do Of.397/10
Mais noticias http://www.alesc.sc.gov.br/proclegis/individual.php?id=PLC/0022.2/2010
Número PLC/0022.2/2010
20/07/2010
Coordenadoria de Expediente Votação da Redação Final
20/07/2010
Coordenadoria de Expediente Aprovada a Redação Final na 72ª Sessão Ordinária - Providencie-se
21/07/2010
Coordenadoria de Expediente Autógrafo expedido ao Governador do Estado para a Sanção, através do Of.397/10
Mais noticias http://www.alesc.sc.gov.br/proclegis/individual.php?id=PLC/0022.2/2010
sábado, 17 de julho de 2010
2O ANOS DO “ECA” E O QUE VEMOS?
No dia 13 de julho foi comemorado as duas décadas do ECA (Estatuto da Criança e do adolescente) em todo país.
Analisando a História da Infância, na vasta literatura sobre o tema, desde o século passado, onde a criança indesejada era colocada na “Roda dos enjeitados” nas instituições de caridade, podemos perceber o quanto os cuidados com as crianças, melhoraram em todos os aspectos.
Foram criadas diversas leis no mundo todo de proteção da criança e do adolescente, nestes 20 anos. Leis que protegem contra o trabalho do menor, leis que protegem a saúde, leis que protegem da violência física, sexual, moral e tantos outros tipos de violências.
Na década de 20 foi criado o 1º Juizado de Menores da América Latina. Em 1948 foi aprovada a Declaração dos Direitos Humanos, na mesma década foi criada a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância).
Antes da Constituição Brasileira, ser aprovada, havia um grupo na constituinte, que redigia o artigo 227 e que seria base para o ECA em 1990.
De lá pra cá muitas coisas melhoraram, mas ainda temos muitos problemas por causa da má interpretação da lei, que não tem somente direitos, mas relata os deveres da família, do governo e da sociedade civil em geral.
Tem certos artigos que na teoria pune muito mais do que o próprio Código Civil, pelo menos na questão dos atos infracionais, que na teoria não funcionam muito bem em função das poucas vagas no CIPE. Um adulto que comete um crime, pode responder o processo em liberdade dependendo da circunstância do delito. Já o adolescente é detido, mas por falta de local adequado para ele ser reajustado e voltar para as ruas, acaba voltando sem cumprir nenhuma pena destinada ao delito e à sua idade. Por isso que os “bandidos” utilizam menores nos seus delitos.
Por isso existe um grupo de pessoas que é a favor da diminuição da idade penal baseados nas questões de cidadania, como o voto facultativo aos 16 anos. O adolescente pode votar aos dezesseis porque tem maturidade, mas não pode ser preso porque “é menor” e não pode responder pelos seus atos!?
Muitas vezes nossa legislação tem dupla interpretação e uma fere a outra, este fato se dá pela falta de interesse da população na política e na hora de votar, mas este é outro assunto polêmico, porque quem faz leis tem que entender de leis e não só de politicagem.
Infelizmente as crianças e os adolescentes pensam somente nos seus direitos preconizados no ECA e esquecem os seus deveres com a família, com a escola e com a vida em sociedade.
Vemos ainda muitas injustiças cometidas contra as crianças, maus tratos, pais negligentes, crianças delinquetes, muitos usuários de drogas, muitos praticando Bullying, muitos, muitos e muitos problemas criados pelas crianças e adolescentes, que estão sendo mal preparados para continuar melhorando a sociedade.
Os valores como virtudes, solidariedade, gratidão entre outros, vimos pouco nesta faixa etária. Ou eu estou ficando velha demais, ou os valores não estão mais na “moda”.
Mas a “Lei de Gerson” agora prevalece no meio infantil e juvenil, porque eles ainda seguem os exemplos dos adultos. Desde que Adão e Eva surgiram no paraíso e um irmão matou o outro, existe violência, mas nunca com tanta evidência e freqüência. No Brasil faltam ainda políticas públicas mais decentes e mais eficazes.
Quero deixar aqui de reflexão a seguinte frase: "Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
(Rosilda Mara Rodrigues Moroso (Sissa) - Pedagoga e ATP de Criciúma)
Analisando a História da Infância, na vasta literatura sobre o tema, desde o século passado, onde a criança indesejada era colocada na “Roda dos enjeitados” nas instituições de caridade, podemos perceber o quanto os cuidados com as crianças, melhoraram em todos os aspectos.
Foram criadas diversas leis no mundo todo de proteção da criança e do adolescente, nestes 20 anos. Leis que protegem contra o trabalho do menor, leis que protegem a saúde, leis que protegem da violência física, sexual, moral e tantos outros tipos de violências.
Na década de 20 foi criado o 1º Juizado de Menores da América Latina. Em 1948 foi aprovada a Declaração dos Direitos Humanos, na mesma década foi criada a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância).
Antes da Constituição Brasileira, ser aprovada, havia um grupo na constituinte, que redigia o artigo 227 e que seria base para o ECA em 1990.
De lá pra cá muitas coisas melhoraram, mas ainda temos muitos problemas por causa da má interpretação da lei, que não tem somente direitos, mas relata os deveres da família, do governo e da sociedade civil em geral.
Tem certos artigos que na teoria pune muito mais do que o próprio Código Civil, pelo menos na questão dos atos infracionais, que na teoria não funcionam muito bem em função das poucas vagas no CIPE. Um adulto que comete um crime, pode responder o processo em liberdade dependendo da circunstância do delito. Já o adolescente é detido, mas por falta de local adequado para ele ser reajustado e voltar para as ruas, acaba voltando sem cumprir nenhuma pena destinada ao delito e à sua idade. Por isso que os “bandidos” utilizam menores nos seus delitos.
Por isso existe um grupo de pessoas que é a favor da diminuição da idade penal baseados nas questões de cidadania, como o voto facultativo aos 16 anos. O adolescente pode votar aos dezesseis porque tem maturidade, mas não pode ser preso porque “é menor” e não pode responder pelos seus atos!?
Muitas vezes nossa legislação tem dupla interpretação e uma fere a outra, este fato se dá pela falta de interesse da população na política e na hora de votar, mas este é outro assunto polêmico, porque quem faz leis tem que entender de leis e não só de politicagem.
Infelizmente as crianças e os adolescentes pensam somente nos seus direitos preconizados no ECA e esquecem os seus deveres com a família, com a escola e com a vida em sociedade.
Vemos ainda muitas injustiças cometidas contra as crianças, maus tratos, pais negligentes, crianças delinquetes, muitos usuários de drogas, muitos praticando Bullying, muitos, muitos e muitos problemas criados pelas crianças e adolescentes, que estão sendo mal preparados para continuar melhorando a sociedade.
Os valores como virtudes, solidariedade, gratidão entre outros, vimos pouco nesta faixa etária. Ou eu estou ficando velha demais, ou os valores não estão mais na “moda”.
Mas a “Lei de Gerson” agora prevalece no meio infantil e juvenil, porque eles ainda seguem os exemplos dos adultos. Desde que Adão e Eva surgiram no paraíso e um irmão matou o outro, existe violência, mas nunca com tanta evidência e freqüência. No Brasil faltam ainda políticas públicas mais decentes e mais eficazes.
Quero deixar aqui de reflexão a seguinte frase: "Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
(Rosilda Mara Rodrigues Moroso (Sissa) - Pedagoga e ATP de Criciúma)
sexta-feira, 2 de julho de 2010
DOCUMENTO ATPS SEARA
Seara,11 de junho de 2010
Sabedores do empenho por parte dos dirigentes do Estado de Santa Catarina para melhorar a Qualidade na Educação, conhecendo o esforço dos mesmos para que esta qualidade de fato se concretize, nós Assistentes Técnico- Pedagógicos da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Seara, viemos através deste documento fazer algumas considerações e reivindicações.
- Considerando que atuamos em todas as áreas de ensino, com todo corpo discente e docente, inclusive substituindo professores na sua ausência;
- Consideramos que trabalhamos 20 ou 40 horas relógio, (como os professores de Ensino Fundamental – Anos iniciais e 2º professor) e não hora aula ( como professores de Ensino Fundamental- Séries Finais e Ensino Médio);
- Considerando que também precisamos adquirir material para estudo, inclusive de várias áreas;
- Considerando que por ser uma função relativamente nova, nem todos entenderam a sua importância;
- Considerando que o ATP exerce sua função mesmo não estando lotado;
Reivindicamos:
- 40% de Gratificação de Função Especial do Magistério;
- R$ 200,00 de Prêmio Educar;
- Capacitação na nossa área de atuação;
- Orientação e cobrança aos diretores para atuarmos essencialmente na área pedagógica da Unidade Escolar;
- Pagamento de gratificação mesmo que o ATP esteja em Atribuição de Exercício.
Como profissionais que estamos efetivos e aptos a dar continuidade ao processo de Aprendizagem da Unidade escolar, gostaríamos de ser melhor valorizados.
Assim subscrevemo-nos:
Sra.
Elizete de Freitas Mello
Diretora de Desenvolvimento Humano
Florianópolis- SC
Sabedores do empenho por parte dos dirigentes do Estado de Santa Catarina para melhorar a Qualidade na Educação, conhecendo o esforço dos mesmos para que esta qualidade de fato se concretize, nós Assistentes Técnico- Pedagógicos da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Seara, viemos através deste documento fazer algumas considerações e reivindicações.
- Considerando que atuamos em todas as áreas de ensino, com todo corpo discente e docente, inclusive substituindo professores na sua ausência;
- Consideramos que trabalhamos 20 ou 40 horas relógio, (como os professores de Ensino Fundamental – Anos iniciais e 2º professor) e não hora aula ( como professores de Ensino Fundamental- Séries Finais e Ensino Médio);
- Considerando que também precisamos adquirir material para estudo, inclusive de várias áreas;
- Considerando que por ser uma função relativamente nova, nem todos entenderam a sua importância;
- Considerando que o ATP exerce sua função mesmo não estando lotado;
Reivindicamos:
- 40% de Gratificação de Função Especial do Magistério;
- R$ 200,00 de Prêmio Educar;
- Capacitação na nossa área de atuação;
- Orientação e cobrança aos diretores para atuarmos essencialmente na área pedagógica da Unidade Escolar;
- Pagamento de gratificação mesmo que o ATP esteja em Atribuição de Exercício.
Como profissionais que estamos efetivos e aptos a dar continuidade ao processo de Aprendizagem da Unidade escolar, gostaríamos de ser melhor valorizados.
Assim subscrevemo-nos:
Sra.
Elizete de Freitas Mello
Diretora de Desenvolvimento Humano
Florianópolis- SC
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